sexta-feira, 13 de junho de 2014

O perfume ainda nem chegou ao fim... enquanto o amor se exauriu!
Grandes mudanças já estão acontecendo.
Eu tenho percebido isso aos poucos, ainda um tanto resistente, já que tudo o que é novo nos tira do conforto e tende a nos assustar.
Certamente, é um ano de importantes decisões e intensos desafios.
Encontro-me absorvida pelo andamento dos trabalhos extensos, requeridos no estágio; do TCC da graduação de Psicologia e, agora, da monografia do Aprimoramento em Luto.
Tenho testado bastante a minha capacidade de resiliência.
Sei que não para por aí. E talvez eu nem queira que termine mesmo. Eu quero mais é sempre poder continuar.
Além disso, esse é um ano de festa. Vejo a minha formatura logo ali... e, com ela, novas provações a serem atravessadas.
Bem... eu estou feliz. São sonhos que vão se concretizando, porque eu permiti que acontecessem. E, entendam, que se eu escrevo tudo isso hoje, é porque considero a escrita um ótimo recurso terapêutico para significar e ressignificar todas as transformações que têm ocorrido na minha vida.
Bem... as coisas estão meio nubladas por aqui. Espero que os 'dias de sol' retornem logo. Não gosto desse 'vento frio' que a vida, às vezes, sopra.
Essa percepção 'gelada' talvez possa vir da sensação de estar só.
É que o mundo deve ser sempre alegre demais... Logo, ninguém pode chorar porque algo está doendo, e nem fazer cara feia por causa de uma 'ferida'. 
Muitos não suportam presenciar a angústia alheia. Por isso, optam por afastar-se do sofrimento exposto pelo outro. É mais fácil não precisar se preocupar 'com um problema que não é meu'. 
Isso nada tem a ver com julgamento... mas com o não saber o que fazer mesmo. O mundo não está preparado para mergulhar naquilo que machuca, nem de si, muito menos do outro. Prestar atenção às lágrimas alheias faz com que pensemos sobre as nossas próprias dores.
Por isso, todos precisam estar sempre sorrindo. Não é permitido espaços para o vazio num universo em que tudo deve ser preenchido com qualquer coisa. É preciso defender-se da vulnerabilidade, afinal.
Bom, encontro-me aqui, hoje, dizendo que nem tudo está legal. Por favor, permaneçam somente aqueles que realmente se importam. E estar próximo não significa se fazer presente, apenas. É preciso estar ali... de alma. Não deve ser tão difícil quando é feito com o coração.
Esse lance de identidade deve ser mesmo muito difícil para algumas pessoas. Por isso há tanta controvérsia.
Entendido isso, é possível observar os motivos que levam as pessoas a falarem uma coisa, mas fazerem outra. Defenderem algo do qual não acreditam.
Gente que tem crise de identidade não merece minha raiva... nem minha pena. Mas sim, precisa de cuidados.
A gente, então, vai saindo de fininho, despedindo-se de mansinho, deixando apenas o rastro da lembrança.
Bem... a vida é feita também de partidas. E, às vezes, é necessário abrir mão do velho para aceitar o novo com todas as suas possibilidades.