quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Por muito tempo fiquei à espera de um príncipe encantado, daqueles que chegam montados num cavalo branco. 

Menina fica mesmo acreditando que os contos-de-fada podem se concretizar.

Busquei por alguém que nunca se fez presente. 

Então, aguardei a chegada de um super-heroi, que pudesse me levar às alturas como ninguém nunca o havia feito.

Não me dei conta de que alguns super-herois andam sempre ocupados demais tentando salvar o mundo. E o mundo que mais precisava ser cuidado ficou desamparado.

Às vezes, eu fico buscando demais. E nas minhas tentativas, já encontrei muito maltrapilho montado num burro, e muito insolente acreditando ser super-homem.

Se quiser bater na minha porta, que o venha por si, carregado de si. Que venha o mais simples, o mais humilde. Que traga amor, amizade, companheirismo e fidelidade. Que mal tem em dar o que também se vai receber? O resto vem. A gente constrói, a gente se molda, a gente se transforma.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

A vida tem o recheio das incertezas.

Nós, às vezes, vamos nos deparar com um ‘não sei’.
Nós, às vezes, receberemos um ‘talvez’.
Nós, às vezes, precisaremos esperar por uma resposta mais do que gostaríamos.
Nós, às vezes, ouviremos um ‘quem sabe’.

A vida tem mesmo o gosto da dúvida.

E o Homem anda sempre em busca das respostas as quais nem sabe se, de fato, existem. E, 'não sei', 'talvez', 'quem sabe', algumas coisas permaneçam mesmo um mistério.

Eu sempre me questionei: quanto tempo podemos aguentar toda essa instabilidade da existência? Precisamos nos acostumar com tanta imprecisão?

A vida oscila entre os pontos de interrogação e exclamação.

Se essa vida é tão inconstante, por que não podemos buscar algo que nos ofereça um suporte, que nos proporcione maior segurança?

Desculpem-me vocês mas, na minha opinião, essa vida é hesitante demais para ficarmos no ‘deixo a vida me levar’.

Não aguentei... fui buscar pela estabilidade!

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Já fiz muitas descobertas nessa vida.

A existência me permitiu saborear o amor nas suas diferentes formas, mas também experimentar o gosto amargo do ressentimento.

E a amizade... ah, descobri que a amizade faz a parte de todo um apreço e bem-querer.

Descobri a felicidade na peculiaridade dos momentos e também a intensidade das marcas que permanecem na história.

Descobri que a saudade que machuca pela distância é a mesma que faz manter dois seres próximos um do outro quando longe.

Descobri que há uma estranha, mas interessante conexão entre duas pessoas que se gostam e que fazem acontecer de verdade.

Descobri que a gratidão tem o poder de inspirar muitos corações. E que o amparo ao próximo comove e toca a alma.

Descobri que compartilhar gera gentileza e solidariedade, enquanto que o individualismo gera o egoísmo. 

Descobri que a dependência faz parte, mas que a autonomia é uma meta a ser alcançada sempre.

Descobri a imensidão do Universo quando me permiti olhar através da janela do meu próprio Ser. Eu vi a minha totalidade.

Descobri que o passado está continuamente a conversar com o presente para, de mãos dadas, construírem um futuro consistente.

Descobri que mais importa agradecer a pedir. E que posso sempre oferecer mais que apenas receber.

Descobri o quão importante é não estamos sozinhos durante o percurso do existir, mas também descobri que é preciso cuidado ao selecionar quem se quer levar para esta vida.

Não pude deixar de conhecer pessoas ruins, mas tive a oportunidade única de caminhar ao lado de pessoas inesquecíveis.

Descobri que há flores exóticas que são dignas da sua originalidade e que valem o perfume que espalham.

Descobri que neste mundo há infinitos pontos de luz que merecem todo o brilho que exalam.

E embora a sociedade esteja fadada ao caos, ainda há muitas pessoas incríveis a se conhecer. Pessoas maravilhosas sempre dispostas a ajudar de forma sincera, a oferecer uma mão amiga. Pessoas que concedem abraços e que distribuem sorrisos todos os dias. Pessoas que são luz. São estas as pessoas que nos fazem acreditar que o mundo ainda pode ser o nosso Lar.

A estes tantos que se doam todos os dias, a nossa atenção, compreensão, admiração, o nosso carinho e todo o melhor que tivermos a oferecer. Porque eu descobri que fazer o bem, sem olhar a quem, sempre é a melhor alternativa.

E mesmo com tantas descobertas, eu descobri o essencial: nunca deixar de descobrir. Afinal, há muito ainda para aprender.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Detesto essa gente que não sabe...
Não sabe se vai, não sabe se fica. Não sabe se fede, nem sabe se cheira.
Essa gente que não sabe o que quer da vida. Essa gente que espera demais.
Detesto essa gente que diz saber tudo, mas pouco ou nada sabe.
Detesto essa gente que fala, fala o tempo todo, mas não tem nada a dizer.
Essa gente que ouve, mas não escuta. Gente que aparenta se preocupar.
Detesto essa gente que defende uma teoria sem mesmo acreditar nela. Essa gente que se esconde atrás da capa da intelectualidade, porque é vazia de argumentos próprios.
Detesto essa gente que não se importa.
Essa gente egoísta que acha que não precisa de ninguém. Que se sustenta nas próprias verdades.
Detesto essa gente pobre de razão que pensa ser rica em sabedoria.
Essa gente que finge não saber. Que finge nada ver.
Essa gente que não sabe... não sabe!
Essa gente que não viu... não viu!

"Que a terra vai sair de cartaz e com ela todos que atuaram!"