terça-feira, 24 de dezembro de 2013

A gente finge...

A gente finge que não sabe.
Finge que não vê.
Finge que não escuta.
A gente finge que entende.
Finge que não chora.
Finge que sorri.
A gente finge que está tudo bem.
Daí a gente vai levando... e um dia passa.
Assim como também passa tudo aquilo que nos fez fingir tanto.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Agora sim, permito-me desfrutar das minhas merecidas férias!

Gostaria de agradecer a todos que se dispuseram a me acompanhar durante a caminhada que fiz ao longo do ano;
aos beijos de carinho;
aos abraços de afeto;
ao dar as mãos como forma de gratidão;
aos que somente permaneceram ao lado como forma de apoio. 

Meu singelo reconhecimento a todos que me ofereceram a sua luz durante os meus dias nebulosos... que me mostraram o brilho do sol mesmo diante da obscuridade da noite.

De 2013 eu carrego muito aprendizado; muito estudo; muitas amizades; o medo do desconhecido, mas também a satisfação por tê-lo feito parte integrante do meu percurso. Carrego, sobretudo, muitas mudanças. E foram as mudanças, por vezes desconfortáveis, que me permitiram continuar.

Meus votos de Boas Festas a todos aqueles que a cada dia contribuem para o meu crescimento e me permitem enxergar que a vida é repleta de novas possibilidades!

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

De mim, em mim.

E quando eu tiver que partir
saiba que será assim.
Uma dor de estranhamento.
Uma dificuldade de apagar o invisível.
E, se eu tiver que aprender
ou ensinar ou ao menos
compreender
a partida, encontre outro.

(Extraído do livro De Tudo que Mora em Mim - Gabriel Chalita)

Chega...

Então eu me levantei
e vi que estava só.

E rascunhei, em pé,
as sensações de antes.

Demorei a compreender
o tempo dos desperdícios.

(Extraído do livro De Tudo que Mora em Mim - Gabriel Chalita)

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

"Você precisa aprender a colocar ponto final onde vírgula nenhuma faz diferença"

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Há quem diga que amar não é sofrer.
Engana-se quem pensa que amor não faz doer.
Um dia, ouvi dizer que a dor vem do custo do compromisso de amar...
... que faz parte do viver.
E a gente só sofre quando amou demais. Quando houve sentimento demais.
Amar é sentir.
Às vezes, significa doer.
Logo, amar é existir.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Cuidemos das nossas palavras

Cuidemos das nossas palavras.

Palavras podem criar laços de amor, mas também atar os nós do rancor;
Palavras podem unir duas almas, mas também fragmentá-las;
Palavras podem fazer emergir carinho e afeto, mas também o desamor;
Das palavras podemos construir os blocos da confiança, mas também visualizar o desmoronamento dos vínculos;
As palavras permitem entradas, mas também podem trancar muitas portas;
Palavras podem ser tanto a esperança de alguém, quanto o desespero de outrem;

Cuidemos das nossas palavras.

Talvez só saibamos sobre a grandeza das palavras quando elas se tornam, por nós, expressas;
Talvez só compreendamos o poder que as palavras possuem depois que as escutamos de alguém;

Palavra é interpretação.
Palavra é conexão.

Alguém disse, um dia, que todos se utilizam das palavras, porém, poucos se conectam a elas - e entre si.
Conexão também é cuidado. Então, cuidemos das nossas palavras... para quem as dirigimos e também como recebemos as que nos são oferecidas.

Palavras podem fazer todo o sentido... ou podem não significar impreterivelmente nada.
Mas não nos enganemos: todas as palavras são, de alguma forma, absorvidas.

Palavras constituem-se de grandes desafios. Palavras não são facilmente esquecidas. Palavras instauram registros, marcam histórias.

Cuidemos das nossas palavras.

Afinal, ninguém precisa de palavras soltas, palavras mal-ditas. Ninguém merece palavras que machuquem, que façam chorar. Ninguém, absolutamente ninguém, é digno de ser enganado pelas palavras alheias - e nem pelas suas próprias palavras.

Ninguém deve se isentar de produzir palavras, mas também ninguém pode deixar de escutá-las.
Ofereçamos palavras que acalentem a alma.

O mundo precisa de calor. E as pessoas... ah, estas precisam de palavras que as permitam sentir-se abraçadas e acolhidas.

As palavras têm força. Usemos dessa força para acreditar que as coisas podem ser diferentes; que não precisa ser tudo tão igual.

Usemos as palavras, não para desfazer, mas para tecer bordados de fé e bem-querer.
Entregue-se por inteiro mesmo àquele que se doa pela metade.
Ensinar o outro a amar nunca fez mal a ninguém...
Que bom termos a possibilidade de selecionarmos os nossos amigos. Sobretudo aqueles que param de falar mal da gente quando percebem que estamos nos aproximando.
Penso que ocupar o precioso tempo que se tem falando constantemente da vida alheia seja, nada mais, nada menos, que autoestima baixa e a consequente tentativa de se autoafirmar.
Acredito que aqueles que tanto falam da gente, talvez, tenham vontade de ser como nós. Como somos importantes, então.
A estes amigos: a minha indiferença. E também o meu afeto e bem-querer, para que aprendam que nada é melhor que curar o ódio com amor.
Ela esperava todos os dias pela rosa que nunca lhe foi entregue.
Visualizava o seu desabrochar apenas de longe, mas nunca chegou a contemplar o seu perfume de perto.
Queria ganhá-la de alguém que a marcasse definidamente. Porém, pedidos eram inúteis. Este alguém, assim como a rosa, parecia muito distante. 
A rosa continuava lá, mas afastada.
Até que um dia a rosa foi comprada. Alguém optou por fazer o outro feliz, mesmo que por um instante.
Mas ela ficou triste, porque a rosa não estava mais lá. E a rosa não era dela, nem para ela.
Não havia mais rosa, nem de perto, nem de longe.

Foi, então, que ela encontrou um galhinho perdido pelo caminho em que a rosa se deixou ser levada.
Colheu. Decidiu plantá-lo.
Em pouco tempo, surgia um botão.
Era uma rosa vermelha. Nunca tinha visto uma flor tão aveludada.
Desabrochou a mais bela rosa do seu jardim.
Percebeu que não era mais preciso ganhá-la de alguém.
Mas que era capaz de cultivar a sua própria rosa. A maior de todas.
Seria muita ingratidão da minha parte se eu não me permitisse deliciar-me com o calorzinho do sol que cisma em entrar pela minha janela... Depois de ter atravessado tantos temporais ou dias acinzentados, eu mereço mesmo dias de luz.

Hoje, decidi apenas agradecer.
Já pedi tanto, afinal. E tanto já recebi. Mas tanto ainda há por vir.
Agradeço pela vida. Sem ela, não teria sentido as mudanças de cada estação.
Agradeço pela morte. Sem ela, não haveria existido vida.
Agradeço pelas encruzilhadas. Sem elas, não teria tido a oportunidade de escolher para que lado seguir.
Agradeço pelo vento. Sem ele, não teria sentido a leveza do seu sopro.
Agradeço pelo sol. Sem ele, não teria presenciado a luz divina.
Agradeço à lua. Sem ela, não teria percebido a magia que há na sua conjunção com as estrelas.
Agradeço aos que se foram. Sem eles, nada teria aprendido.
Também agradeço aos que permaneceram. Sem eles, não poderia continuar a aprender.
Agradeço ao mundo. Sem ele, não me permitiria ser quem eu sou.
Agradeço a mim. Sem o meu Ser, não poderia ir além de mim.
Talvez, nessa vida, eu tenha que pedalar sob uma roda, apenas. Compreender, com muito esforço, que nem sempre terei uma bicicleta inteira para andar...
Ninguém me disse que seria fácil, afinal.
Cambalear de monociclo deve mesmo fazer parte para se chegar lá.
É preciso seguir.
E permitir-me ir implica em deixar resquícios, fragmentos do passado para trás...
É hora de aprender a caminhar... sozinha!