sábado, 5 de maio de 2012

As tentativas da vida!

Paremos para pensar: aliás, tentemos pensar: a nossa vida é composta por tentativas!

Desde o projeto de sermos nós mesmos, já havíamos sido tentados por alguém – pelos nossos pais. Em outras palavras, os papais e as mamães (antes de assumirem os devidos papeis) já tentavam fazer com que nós existíssemos. Alguns tentaram uma única vez e outros tentaram por diversas vezes.
Depois de terem conseguido esta façanha; nós, lá na barriga confortante da mãe, tentávamos e tentávamos nos mover: de cabeça para cima, de cabeça para os lados, de cabeça para baixo. Tentávamos dar chutes antes mesmo de sabermos a representação de “bola”. A mãe, por sua vez, também tentava... nos acalmar fazendo leves carícias em sua barriga. Podemos dizer que a mamãe tentou junto com a gente: tentou não ficar enjoada, tentou não se exaltar, tentou comer tudo o que tivesse vontade, tentou cuidar ao máximo da criaturinha indefesa que permanecia dentro de si (nós), tentou fazer as coisas boas e melhores; tudo para tentar nos deixar bem. 
No momento do nascimento, nós é quem começamos a tentar juntamente com a mamãe: enquanto ela tentava acalmar-se, ao mesmo tempo em que tentava fazer muita força para que o trabalho de parto funcionasse, nós tentávamos sair daquele mundinho aconchegante o qual estávamos acomodados, para tentar sobreviver numa dimensão totalmente diferente. Nós começamos, portanto, tentando respirar... A partir daí, a vida nos permitiu continuar a tentar e a tentar. Tentamos sugar o seio que nos era oferecido. Até que o seio fora trocado pela chupeta... e nós tentamos nos adaptar à primeira mudança. Fora trocado também o até então leite quentinho por alguns alimentos mais sólidos: e nós também tivemos que nos acostumar. 
E então a vida continuou a seguir com mudanças e com tentativas à sua adaptação.
Crescendo, tentamos engatinhar... depois tentamos dar os primeiros passos. Nós caímos e tentamos nos levantar novamente, para novamente cair. Tentamos mexer na tomada (o que os pais tentavam evitar haha); tentamos falar mamãe e depois papai (talvez o contrário); tentamos puxar a toalha da mesa e, logo em seguida, tentamos fugir por termos derrubado o vaso de vidro que havia em cima dela.
Na escola, tentamos não chorar no primeiro dia de aula pelos pais nos terem abandonado lá... de fato, a gente não conseguiu! Tentamos, então, brincar muito com os coleguinhas da escola para tentarmos nos distrair; tentamos comer muitas balas, chicletes (que eram, muitas vezes, engolidos), batatas fritas e hambúrguer; tentamos tomar muito refrigerante do barzinho da escola. Tentamos, certamente, colar dos colegas mais inteligentes nas provas de matemática; tentamos esconder dos pais as notas ruins que tiramos nelas também; tentamos, inclusive, trocar a alternativa errada pela certa, para que uma questão a mais fosse considerada pelo professor.
E quanto tempo nós passamos tentando e tentando fazer as coisas... 
Na adolescência, por exemplo, já tentávamos nos arriscar mais... tentávamos não pensar nas consequências que poderiam surgir posteriormente. Tentamos comer menos para ficarmos magras/magros; tentamos pintar o cabelo com as cores mais bizarras e o rosto com as maquiagens mais reluzentes; tentamos experimentar as roupas mais estranhas, com a finalidade de estabelecer uma identidade; tentamos usar salto alto, vestidos curtos, um topete muito louco; tentamos tudo, a fim de chamar atenção daquele(a) garoto(a) mais cobiçado(a) da escola.
O tempo foi passando... e com ele, tentamos começar a enxergar as coisas com mais responsabilidade. Tentamos estudar para o vestibular (ou não), a fim de sair da escola e ingressar na universidade... tentamos e conseguimos (ou não também)! Posteriormente, tentamos estabelecer algumas metas. Tentamos estudar mais; tentamos fazer novas amizades; tentamos encontrar alguém que nos preenchesse, alguém que nos completasse...
A partir daí, tentamos não largar dessa pessoa a qual julgamos ser o amor da nossa vida. Tentamos fazer tudo para agradá-la; tentamos não brigar; tentamos não trair; tentamos mudar; tentamos amar! Tentamos aqui e tentamos ali, até que o primeiro amor não deu certo! Então, tentamos não sair feridos; tentamos esquecer. Tentamos ficar solteiros por algum tempo (ou até por muito tempo), até encontrar alguém que realmente nos merecesse. E conseguimos! Então, tentamos mudar mais uma vez, a fim de satisfazer a pessoa amada. Tentamos, dessa vez, realizar tudo certo para que desse certo! Até que tentamos fazer o pedido de casamento! Foi aceito! Tentamos não chorar juntos de alegria... não conseguimos! E os familiares... todos tentaram ajudar com os preparativos do casamento. Quanto a nós... tentamos fazer com que esse fosse um dos momentos mais felizes das nossas vidas! Tentamos, a partir daí, viver juntos na nova casa, com novos costumes, com novas ideias, com novos projetos para o futuro. Até que pensamos em ter um bebê... e nós passamos a tentar... e sabíamos que, a partir daquele momento, já estávamos tentando e que, alguém, daí um tempo, estaria tentando juntamente conosco e, o ciclo das tentativas não cessaria jamais.
E assim acontece a nossa vida: repleta de novos planos, de novos projetos e, com eles, repleta de novas tentativas!

Algumas ideias...


E ela sentia uma angústia profunda... uma dor no peito imensa... e não sabia o porquê! Questionava-se incansavelmente sobre esse sentimento que gritava dentro de si, sobre esse sentimento que torturava a sua alma... Talvez sentisse alguma espécie de medo, talvez fosse pelas dúvidas, talvez fosse por amor! Parecia tão feliz, conseguia enganar a todos, disfarçar suas tristezas mais profundas através seu belo e contagiante sorriso.

Decidiu então parar para pensar: parou muito, pensou muito... e pensou mais uma vez! Talvez deixar coisas ruins para trás, agarrar para si as boas lembranças e, assim, poder crescer, crescer, crescer... transformar... evoluir! Uma boa ideia, aparentemente!

E foi então que certa vez ela tentou encher a sua vida... de vida! Tentou muito, tropeçou muito, mas não desistiu de tentar. E foi tentando e tentando, que ela encontrou o sentido de sua vida... uma forma a mais para tentar realmente ser feliz!